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seção Ii
ANO DE EFICIÊNCIA OPERACIONAL,
INOVAÇÃO E RECORDES HISTÓRICOS
A Minerva Foods apresentou crescimento em todos os indicadores operacionais em 2019, período em que aproveitou ao máximo sua capacidade nos abatedouros, acumulando volume de 3,5 milhões cabeças, avanço de 3,4% em relação ao ano anterior. O índice de utilização de capacidade foi 76,7%, bastante satisfatória para o setor. Já o volume de vendas registrou expansão de 6,8% em relação 2018, fechando em 1.158,6 mil toneladas.
Tanto na Divisão Brasil quanto na Athena Foods os resultados foram impulsionados pelo aumento das importações de mercados emergentes, em especial a expressiva demanda da China em razão do surto de febre suína africana no país. Em relação às operações brasileiras, destacam-se as habilitações concedidas para a Indonésia, o que fez da Minerva Foods a primeira empresa do Brasil a exportar para o país.
Demanda inesperada
encontra empresa pronta
para o crescimento

A Companhia respondeu com agilidade e eficiência ao aumento inesperado da demanda na velocidade em que as oportunidades de negócios surgiram. Essa capacidade foi construída nos últimos anos, com foco nas tendências de mercado e processo contínuo de preparo para contemplar as perspectivas de aumento das exportações de carne bovina produzida na América do Sul.

Em 2019, a China, quando perdeu metade de seu rebanho suíno por questões sanitárias, elevou rapidamente suas compras para uma proteína complementar – a bovina –, ampliando a habilitação de frigoríficos em todo o mundo. Na Minerva Foods, sete frigoríficos passaram a produzir para os chineses no Brasil e nos países onde a Companhia está presente. O trabalho envolveu os seguintes desafios, acompanhados das soluções adotadas:

  • Dispor de matéria-prima adequada para produzir o que era requerido pelos chineses – A demanda chinesa é por cortes específicos provenientes de gado jovem, segmento em que a Companhia já vinha atuando, o que permitiu fornecer o volume solicitado com agilidade.
  • Acelerar a produção das unidades – Na Divisão Brasil, três unidades industriais com capacidade total de abate de 4,3 mil cabeças/dia passaram a produzir para o mercado chinês – Rolim de Moura (RO), Barretos (SP) e Palmeiras de Goiás (GO). Já a Athena Foods operou na Argentina e no Uruguai com capacidade para abater diariamente 5,6 mil cabeças. O volume de exportações foi 56% maior na Argentina e 4% maior no Uruguai, impulsionado, principalmente, pela demanda chinesa.
  • Ajustar os frigoríficos ao perfil de produção necessário – As fábricas são posicionadas para ter um desmonte em torno de 65% a 70% para congelados e de 35% a 30% para resfriados. Com o aumento da demanda, as plantas dedicadas à China passaram a ter 90% da produção dedicada para congelados.
Programas de eficiência
Os programas de eficiência operacional adotados pela Minerva Foods nos últimos anos têm apresentado excelentes resultados e contribuíram para que a empresa atendesse com agilidade à crescente demanda do mercado.

Atitude Campeã – O programa tem como objetivo promover a integração, a troca de boas práticas e o engajamento dos colaboradores na melhoria contínua dos processos, buscando mais eficiência operacional e crescimento da empresa e de seus colaboradores. O Atitude Campeã mobiliza todas as unidades da Companhia no Brasil em uma competição saudável em que os principais indicadores de produção são mensurados, comparados avaliados e tratados mensalmente, pontuando assim as melhores unidades e os melhores setores. Os ganhadores são premiados de acordo com os resultados mensais e com o consolidado do ano. É um recurso que, além de ampliar a eficiência operacional, motiva os colaboradores a avançarem em suas práticas profissionais e a desenvolverem a consciência sobre o quanto fazem parte da conquista dos resultados. Desde 2018, pontos adicionais passaram a ser considerados, relacionando o desempenho das unidades nos pilares de qualidade, segurança e saúde ocupacional e gestão de recursos humanos ao programa, enfatizando a preocupação da empresa com seus colaboradores e com seus clientes.

Desde o início do programa, as práticas desenvolvidas proporcionaram ótimos resultados, partindo de uma economia de R$ 57 milhões em 2017 para uma economia de mais de R$ 102 milhões em 2019. O destaque do ano foi a implementação do programa nas unidades do Paraguai. A perspectiva é estendê-lo às demais do exterior e também a outros departamentos.

Osso Branco – O propósito da iniciativa é maximizar a capacidade de desossa, fazendo com que haja a menor quantidade possível de produto no osso, o que aumenta o rendimento das unidades com o melhor aproveitamento da carcaça.
Bíblia – O programa é direcionado à padronização de processos nos parques industriais. A Companhia identifica e registra as melhores práticas de suas unidades, que passam a servir de padrão para as demais. Como resultado, aumenta a eficiência e a produtividade em todas as operações.
Mercado de nicho protagoniza
projeto de inovação no
perfil da Companhia
A Minerva Foods intensificou em 2019 um processo de inovação para pavimentar seu perfil de atuação. Caracterizada como uma empresa de commodities, empreendeu esforços para ampliar sua atuação com produtos de nicho, porcionados e de processados. É uma mudança cujo objetivo maior é criar a base de um desenvolvimento empresarial mais sustentável e diferenciado no mercado global.

Estância 92

A experiência que a Minerva Foods vem desenvolvendo no mercado de nicho teve seu ponto alto em 2019 com o lançamento, no Brasil, da linha Estância 92 – marca de carnes premium provenientes de gados jovens selecionados, nos cortes bife de chorizo, picanha, maminha, fraldinha, bombom de alcatra, baby beef, entrecôte, filé mignon e cupim bolinha. O nome da linha “Estância” faz referência às origens da atuação da família fundadora da Companhia na produção de gado, e “92”, ao ano de fundação da Minerva Foods.

Os produtos ingressaram no mercado em abril, partindo de uma produção em torno de dez toneladas/mês. Ao fim do ano, o volume havia atingido aproximadamente 180 toneladas mensais, firmando-se definitivamente na linha de produtos especiais da Companhia, que inclui ainda as marcas Minerva Angus, Ana Paula Black Angus, Cabaña Las Lilas e Pul.

O projeto Estância 92 envolveu desde a área de Originação, que trabalhou na definição das características do animal escolhido para a marca, as fábricas, que passaram por adaptações para atender ao processo de produção da linha, e as áreas Comercial e de Distribuição.

O desempenho da nova marca confirmou o acerto da estratégia de apostar em produtos de maior valor agregado, fazendo com que o projeto fosse estendido ao mercado paraguaio. Em um ano, foram mais de 7 mil clientes e mais de 900 toneladas de produto vendidos.

Brasil obtém
resultado histórico nas
receitas com exportações

O mercado brasileiro de carne bovina se manteve praticamente estável na comparação com o ano anterior, com volume de abates de 23,5 milhões de cabeças. Quanto aos preços de cortes, houve alta sazonal no segundo semestre, intensificada no último trimestre, quando o preço médio da matéria-prima atingiu R$ 190,4/@, ficando 23% acima dos três meses anteriores e superando em 28% o mesmo período de 2018. No ano, o preço médio do gado atingiu US$ 2,7/kg, em linha com o do período anterior.

Nas exportações, porém, as vendas brasileiras subiram 15% na mesma comparação, totalizando o volume recorde de 1.550 mil toneladas. Desse total, praticamente um terço foi embarcado somente no último trimestre, refletindo a forte demanda do mercado asiático, com destaque para a China. O volume, de 475 mil toneladas, foi 21% maior do que o do trimestre anterior e o de mesmo período de 2018.

O mercado chinês seguiu apresentando crescimento no consumo de proteína bovina, principalmente em razão da mudança de hábitos alimentares (produto da ocidentalização) e aumento de renda, combinada à ascensão social de grande parte da população. Nesse cenário, o surto de febre suína africana apresentou efeito catalisador, reforçando o contexto de crescimento de consumo.

A receita obtida com as exportações atingiu, no ano, o recorde histórico da indústria brasileira: US$ 6.480 milhões, alta de 16% em relação a 2018.

Destino das Exportações (% da Receita)
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
notas
Argentina exporta 56% mais que em 2018

As exportações argentinas totalizaram 569 mil toneladas, volume 56% superior na comparação com o ano anterior, elevando a receita anual com vendas externas em 61%, para US$ 3.102 milhões, maior nível já registrado no país. O desempenho reflete aumento de 22% nas aquisições da China, destino de 67% dos embarques de carne bovina realizados pelo país.

Os argentinos elevaram os abates em 4% entre 2018 e 2019, totalizando 13,9 milhões de cabeças, com o desempenho no mercado doméstico novamente impactado pela crise econômica, com efeito no poder de compra da população local e consequente restrição no consumo de carne bovina. Foi um ano marcado por forte alta no preço do gado argentino, em moeda local: o preço médio avançou 61% no ano, atingindo 117,0 pesos argentinos por quilo, em decorrência do efeito inflacionário.

Em contrapartida, impactada pela desvalorização cambial de aproximadamente 60% no ano, o preço médio do gado foi de US$ 2,4/kg em 2019, um decréscimo de 11% se comparado a 2018. No entanto, por conta de sua eficiente estrutura de custos, a Argentina segue como um dos mais competitivos produtores globais de carne bovina.

Colômbia revela elevado potencial de crescimento

Em 2019, as exportações colombianas de carne bovina atingiram 17,3 mil toneladas, volume 4% inferior se comparado ao de 2018. A receita das exportações totalizou US$ 59,0 milhões, queda de 17% na comparação anual.

A Rússia seguiu como o principal destino das exportações colombianas, com 36% de share, seguida por Líbia e Jordânia, ambos com 15% das exportações. Em quarto, responsável por 14%, figurou o Egito.

Com um rebanho de qualidade de aproximadamente 24 milhões de cabeças, diversos tratados de livre comércio com mercados importantes e acesso aos oceanos Pacífico e Atlântico, o que facilita o escoamento da produção, a Colômbia possui um enorme potencial de crescimento. O bom momento do setor é refletido nas recentes habilitações para exportação recebidas, como por exemplo a Arábia Saudita, um dos principais mercados consumidores de carne halal no mundo, que abriu o seu mercado para a carne bovina da Colômbia em novembro de 2019.

Paraguai vive ano de retração

O setor de carne bovina do Paraguai registrou retração em 2019. Os abates, que somaram 1,8 milhão de cabeças, ficaram 7% abaixo do volume de 2018 principalmente porque, no primeiro semestre, o país enfrentou condições climáticas adversas que impediram o transporte dos animais até as unidades de abate.

No mercado doméstico, o preço médio do gado fechou o ano em US$ 2,7/kg, 13% menor que o de 2018. Nas exportações da Companhia, o volume embarcado apresentou uma queda anual de 4%, e a receita de US$ 1.034 milhão ficou 6% abaixo da do ano anterior. O Chile continua sendo o principal destino das exportações do Paraguai, com 36% do total.

China reforça compras do Uruguai

O Uruguai elevou em 4% seu volume de exportações de 2018 para 2019, embarcando 339 mil toneladas, em um movimento que consolidou a China como o principal destino. O país asiático aumentou suas compras em 16%, em relação ao ano anterior, perfazendo 61% do total exportado pelo país.

No mercado interno, houve forte alta de preços – o preço médio do gado alcançou US$ 3,8/kg, aumento de 12% na comparação com o ano anterior – em decorrência da alta das exportações, combinada a uma queda nos abates: 2,2 milhões de cabeças, 5% inferior ante 2018.

Um ano de recordes
na Minerva Foods

A Minerva Foods encerrou 2019 com uma receita bruta consolidada de R$ 18,2 bilhões, 5,6% maior do que a do ano anterior. As exportações corresponderam a 66% da receita bruta, um recorde que a mantém na liderança entre os exportadores da América do Sul, com 20% de market share.

A receita líquida também subiu 5,6% no mesmo período, acumulando R$ 17,1 bilhões, e o Ebitda atingiu mais de R$ 1,7 bilhão, patamar recorde. A geração de caixa livre, prioridade da Minerva Foods, foi positiva pelo oitavo trimestre consecutivo, alcançando R$ 787,0 milhões no ano.

No biênio 2018-2019, o fluxo de caixa livre totalizou R$ 1,5 bilhão, o que contribuiu para fechar 2019 com o menor nível de alavancagem dos últimos anos, um índice de dívida líquida/Ebitda de 2,8x. No último trimestre de 2019, o lucro líquido de R$ 243,6 milhões, com margem líquida de 5%, reverteu o prejuízo acumulado durante o ano e encerrou 2019 em R$ 16,2 milhões.

Mercado interno
A capacidade de originação nos países em que atua permitiu que, mesmo em um ano tão forte para as exportações, a Minerva Foods obtivesse resultados satisfatórios também em sua atuação nos mercados internos nos quais mantém suas indústrias. Na Divisão Brasil, a receita bruta do mercado interno totalizou R$ 2.824,2 milhões, resultado 10,6% superior ao de 2018.

Na Athena Foods – que compreende as operações das unidades na Argentina, na Colômbia, no Paraguai e no Uruguai e a distribuição no Chile –, a receita bruta proveniente dos mercados internos totalizou R$ 1,8 bilhão, perfazendo 23,9% do resultado. Já na Divisão Trading, as vendas domésticas atingiram R$ 1.522,7 milhão em 2019. O volume representa um recuo de 26,9% em relação a 2018.

Exportações
Em 2019, a Minerva Foods se manteve entre as principais exportadoras nos países em que opera. No Brasil, atingiu 17% de market share nas exportações; na Argentina, o share foi de 14%; na Colômbia, foi líder de mercado, com 84% das exportações totais do setor; no Paraguai, manteve-se na liderança, com 45% de participação e no Uruguai, respondeu por 20% das vendas externas.
Market Share 2019 (% da Receita)
Fontes: Minerva, Secex, Penta-transaction, OCIT, IPCVA e Legiscomex
(1) Utilizando para o cálculo os recursos líquidos da oferta pública primária de ações,
no montante de R$ 999,6 milhões, concluída em janeiro/2020.
Investimentos
Os investimentos da Minerva Foods totalizaram R$ 221,4 milhões em 2019.

Os recursos foram destinados a projetos de manutenção e expansão das operações para a promoção de melhorias de processos e aumento de rendimentos, além de aportes dedicados a condições de segurança dos colaboradores e das instalações, e a projetos ambientais.

Minerva Foods – Divisão Indústria Brasil

A receita bruta da Divisão Indústria Brasil registrou crescimento de 13,7% em relação ao valor apurado no ano anterior, alcançando R$ 8,5 bilhões, com 66,8% do valor composto pelas exportações. Houve aumento de 15,3% nas vendas externas, que totalizaram R$ 5.682,4 milhões.

O resultado global reflete o excelente momento das exportações brasileiras e a capacidade da Companhia de atender, com agilidade, a uma demanda inesperada e volumosa da China. Em dia com todos os critérios de sustentabilidade e com as melhores práticas exigidas pelo mercado asiático, preparada para trabalhar com o tipo de produto requerido e em condições de elevar rapidamente a produção, a Companhia obteve autorização para exportação à China em sete plantas, três das quais na Divisão Brasil, com capacidade para abater 4,3 mil cabeças/dia.

Nesse contexto, a Ásia se manteve como o principal destino das vendas da Divisão Brasil para o exterior.

Composição da Receita das Exportações por Região – Brasil

Athena Foods

A receita bruta da Divisão Athena Foods somou R$ 7,3 bilhões (US$ 1,9 bilhão), superando em 6,7% o montante apurado em 2018. As exportações responderam por 76,1% do volume, proporcionando aumento anual de 12,3%, que levou o montante a atingir R$ 5.609,8 milhões. O mercado chinês concentrou a maior parte dos embarques, realizados por meio da Argentina e do Uruguai. O Paraguai, por sua vez, apresentou forte desempenho nas vendas externas, impulsionadas pela demanda de países como Chile, Rússia, Brasil e algumas localidades no Oriente Médio.

Divisão Trading

A receita bruta da Divisão Trading, que compreende os resultados dos segmentos de gado vivo, trading de proteínas, trading de energia e revenda de produtos de terceiros, atingiu R$ 2.320,7 milhões em 2019. Nas exportações, com 34,4% do resultado global, a receita bruta totalizou R$ 798,0 milhões, alta de 5,6% em relação a 2018.

Paraguai vive ano de retração

O setor de carne bovina do Paraguai registrou retração em 2019. Os abates, que somaram 1,8 milhão de cabeças, ficaram 7% abaixo do volume de 2018 principalmente porque, no primeiro semestre, o país enfrentou condições climáticas adversas que impediram o transporte dos animais até as unidades de abate.

No mercado doméstico, o preço médio do gado fechou o ano em US$ 2,7/kg, 13% menor que o de 2018. Nas exportações da Companhia, o volume embarcado apresentou uma queda anual de 4%, e a receita de US$ 1.034 milhão ficou 6% abaixo da do ano anterior. O Chile continua sendo o principal destino das exportações do Paraguai, com 36% do total.

China reforça compras do Uruguai

O Uruguai elevou em 4% seu volume de exportações de 2018 para 2019, embarcando 339 mil toneladas, em um movimento que consolidou a China como o principal destino. O país asiático aumentou suas compras em 16%, em relação ao ano anterior, perfazendo 61% do total exportado pelo país.

No mercado interno, houve forte alta de preços – o preço médio do gado alcançou US$ 3,8/kg, aumento de 12% na comparação com o ano anterior – em decorrência da alta das exportações, combinada a uma queda nos abates: 2,2 milhões de cabeças, 5% inferior ante 2018.

Composição das Exportações por Região – Athena Foods
Ecoeficiência evolui
mesmo com alta
expressiva da produção

A Minerva Foods mantém Sistema de Gestão Ambiental (SGA) que, além de observar o cumprimento da legislação competente às suas atividades, é dedicado à busca de excelência na gestão do uso de recursos naturais. A Companhia possui instrumentos que possibilitam o gerenciamento adequado de resíduos sólidos, efluentes líquidos e emissões atmosféricas em todas as suas unidades.

Para isso, adota o Diário de Bordo e os gerenciadores de ações no sistema Dux, ferramentas utilizadas pelos supervisores de meio ambiente para compilar dados quantitativos e qualitativos a fim de concentrar o monitoramento e o controle das operações. O recurso reúne, por exemplo, gráficos de desempenho, registros de licenças ambientais e outorgas e o monitoramento dos Key Performance Indicators (KPIs) – ou Indicadores-Chave de Desempenho – ambientais como consumo de água, geração de efluentes, qualidade do efluente líquido, qualidade do corpo receptor, custos e receitas operacionais e recuperação de óleos e graxas em sistemas físico-químicos de tratamento.

Em 2019, a Companhia padronizou treinamentos e ferramentas, aprimorando o gerenciamento de indicadores como custos em metros cúbicos tratados de água e efluente, consumo de produtos químicos, emissões atmosféricas e geração de resíduos, entre outros. Os investimentos em melhorias dos indicadores são contínuos, assim como os projetos de capacitação de lideranças para que incorporem as questões de responsabilidade socioambiental nas decisões.

Energia
103-2 e 103-3: Energia
302-4
Um dos avanços muito comemorados em 2019 foi a administração da matriz energética. Em um ano de intensificação nas operações, com a capacidade instalada das plantas da Minerva Foods e Athenas Foods chegando a dezembro na ordem de 78%, o consumo de energia elétrica registrou redução de 5%, no Brasil, em relação a 2018.

O resultado representa economia de 7.886.723 kWh e reflete o sucesso do Plano Estratégico de Energia Elétrica da Companhia e da gestão conduzida pelo setor de Engenharia em conjunto com os responsáveis pelas unidades, que trabalham na busca permanente pela eficiência nos processos.

Em 2019, a Minerva Foods promoveu avanços importantes na área, como o monitoramento on-line dos consumos de energia elétrica das plantas brasileiras e a definição e implementação dos perfis de consumo ideais de cada uma delas, o que tornou possível otimizar o consumo de energia elétrica. De acordo com o sistema de refrigeração e produção de cada unidade, são definidos os perfis de operação e consumos de energia elétrica, o que possibilita alguns desligamentos de equipamentos da sala de máquinas em períodos pré-definidos e a consequente otimização do consumo de energia elétrica.

O gerenciamento interno da energia tem como base a Política de Gestão Integrada, com metas unificadas para todas as unidades, que adotam combustíveis de fontes renováveis nas caldeiras para a geração de vapor.

Nos demais países, o processo de determinação dos perfis de consumo está em andamento e a gestão vem sendo aprimorada por meio do monitoramento contínuo do consumo e da adoção de novos KPIs.

Água
103-2 e 103-3: Água

A atuação para a prevenção de vazamentos e a utilização de equipamentos modernos para otimização do uso de recursos hídricos são alguns instrumentos de gerenciamento do consumo de água na Minerva Foods. A maioria das unidades é abastecida com águas superficiais, que passam por Estações de tratamento de Água (ETAs) antes de serem utilizadas na produção. O controle da retirada de água é feito pelas equipes locais de meio ambiente via hidrômetros calibrados e monitorado por meio de indicadores (KPIs) avaliados regularmente, de modo que se possa identificar desvios e tratá-los. Em 2019, as ações de conscientização foram intensificadas, envolvendo principalmente a criação de grupos de trabalho formados por colaboradores focados na identificação de potenciais oportunidades de redução de consumo de água.

Considerando todas as fábricas do Brasil, esse consumo foi reduzido em 6,5% no ano, na comparação com 2018, o que representou economia de 48.176 m³.

Além do monitoramento do consumo, são feitas avaliações periódicas da qualidade da água tratada nas ETAs. Essas avaliações são substanciais para a qualidade e segurança do produto. O tratamento de água nas unidades da Companhia segue os índices estabelecidos nas legislações locais e os padrões de desempenho da IFC, referência no assunto.

Anualmente a Companhia reporta para a IFC, por meio do Annual Monitoring Report (AMR), todas as melhorias realizadas, principalmente nas áreas de Meio Ambiente e Saúde e Segurança Ocupacional em suas unidades industriais, as certificações conquistadas, os indicadores de desempenho, as práticas de sustentabilidade e os treinamentos, entre outros destaques realizados durante o ano reportado. 303-2

Dia Mundial da Água
Para celebrar a data, foi promovida a campanha “Cada Gota Importa”, que incluiu ações de conscientização com colaboradores, comunidades e escolas próximas. Também houve a divulgação de materiais informativos, jogos interativos e palestras e diálogos com os colaboradores.
Efluentes
103-2 e 103-3: Efluentes e Resíduos

A Minerva Foods opera Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs) com sistemas primários e secundários em todas as suas unidades, realizando o monitoramento por amostragem, por meio da qual verifica a eficácia do sistema e identifica pontos de melhoria.

Nesse segmento, uma das premissas da Companhia é ter o melhor tratamento primário disponível para que o secundário não apresente interferências, de forma a reduzir a eficiência anaeróbia ou aeróbia de seu sistema, garantindo, assim, uma remoção de carga orgânica acima do especificado em legislação vigente.

Em 2019, foi firmado contrato para o programa de químicos com intuito de aumentar a eficiência de remoção da carga orgânica no sistema de flotação por ar dissolvido (DAF). A mudança envolveu a instalação de equipamentos para otimizar as aplicações, reduzindo os custos por metro cúbico tratado.

Outra iniciativa foi a instalação de sondas para leituras on-line de pH e turbidez – um dos parâmetros de qualidade para avaliação das características físicas da água– em todas as unidades de tratamento do Brasil que possuem sistema de DAF. O recurso facilita os ajustes necessários para manter a eficiência de remoção de no mínimo 70% em relação à carga orgânica, independentemente do tipo e da quantidade de carga que ingressa ao sistema.

Também foram adotadas rotinas de verificação de performance de equipamentos, com a melhoria da manutenção preventiva e redução da manutenção corretiva. Para garantir a eficiência dos tratamentos primário e secundário, são mantidas rotinas de análises laboratoriais.

As unidades que realizam lançamento em corpo hídrico, além das avaliações em pontos estratégicos do sistema, também promovem análises a montante e a jusante do lançamento, monitorando a qualidade do corpo receptor. Para as unidades que adotam lançamento em solo, por meio da fertirrigação, além do monitoramento do efluente, também é feito o monitoramento do solo.

O volume de efluente gerado é gerenciado por meio do sistema Dux. Diariamente, as informações são capturadas em leitores de volume localizados próximos aos emissários e a medição é lançada no sistema. A Companhia monitora ainda a qualidade do efluente, realizando análises diárias internas e mensais em laboratório externo acreditado. As unidades que não realizam lançamento direto em corpo receptor têm seu efluente disperso em sistema de fertirrigação em periodicidade estabelecida por suas licenças de operação.

Todos esses procedimentos realizados pela Companhia são acompanhados pelo órgão ambiental competente, seja na forma de entregas periódicas de relatórios, seja por meio de vistorias in loco. 303-4

Em São Paulo, trabalho é reforçado por logística reversa
Em 2019, a Companhia assinou o Termo de Compromisso para Logística Reversa de Embalagens no Estado de São Paulo, que já começou a produzir efeitos práticos. O acordo foi firmado em conjunto com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), a ABIEC e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB).
Foi realizado levantamento de todos os produtos vendidos em sacos plásticos e/ou caixas de papelão para estimar a quantidade de cada tipo de embalagem envolvida nas operações do estado. Contabilizado o volume, a Companhia participou de leilão eletrônico com empresas recicladoras para a compra de créditos.
Resíduos
103-2 e 103-3: Efluentes e Resíduos
Por meio do Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos Industriais a Companhia procura garantir o tratamento ambiental adequado, adotando destinação específica à categoria de resíduo produzido por tipo de atividade. A segregação é feita de forma a reciclar o maior volume de material, processo em que são selecionados os que podem ser reaproveitados e/ou devem ser eliminados ou descontaminados. Após o processo de segregação, todos os tipos de resíduos têm sua destinação realizada por empresas licenciadas.

Para todos os resíduos classificados como perigosos aplica-se documento denominado Manifesto de Transporte de Resíduos, que visa controlar a expedição, o transporte e o recebimento dos resíduos na unidade de destinação final.

Em relação ao transporte, a Companhia adota inspeção veicular, em que são analisadas as condições de conservação do veículo, o atendimento as normas regulamentadoras de segurança para transporte de resíduos e se o motorista detém treinamentos e habilitação devidamente válida.

Em 2019, a Companhia destinou para reciclagem 2.984.355 quilos de resíduos sólidos por meio da Divisão Brasil e 2.127.358 quilos via operações da Athena Foods.

Emissões
103-2 e 103-3: Emissões
O controle de emissões atmosféricas é realizado por meio de análises com periodicidade definida de acordo com a legislação vigente em cada país onde a Companhia mantém suas operações e com os procedimentos corporativos de monitoramento de emissões de fonte fixa e de fonte móvel.
Quanto aos GEE em 2019, as emissões diretas para o escopo 1 foram de 192.897,10 tCO2e. Desse total, 102.024,52 tCO2e correspondem às operações do Brasil. Já as emissões diretas para o escopo 2 somaram 17.292,05 tCO2e no período – do total, 13.864,85 tCO2e correspondem às operações do Brasil. 305-1 | 305-2
Mudanças climáticas
103-2 e 103-3: Desempenho Econômico
201-2

A Companhia está sempre atenta aos fatores que podem ser provocados pelas mudanças climáticas e mantém a temática em evidência em suas principais discussões. O desmatamento e as queimadas provocam aumento das emissões de GEE e são comumente relacionados à atividade pecuária, principalmente devido à expansão territorial.

Em razão do nível elevado de monitoramento de sua cadeia de fornecimento livre de desmatamento, a Companhia é a que mais contribui no setor para o combate às mudanças climáticas por meio da mitigação das emissões de GEE, advindos da mudança de uso do solo.

Monitora de forma privada mais de 9 mil fornecedores na Amazônia, compreendendo um território de mais de 9 milhões de hectares – área equivalente à extensão de Portugal. Esse monitoramento tem como base rigorosos critérios ambiental, fundiário e laboral. Para 100% das compras de matéria-prima verifica-se a lista de áreas embargadas do Ibama e a lista de fornecedores condenados por utilizarem mão-de-obra análoga à escrava. Para o bioma Amazônia, além desses critérios, analisa-se também o desmatamento zero e as sobreposições com unidades de conservação, áreas protegidas e terras indígenas. Assim, é realizado 100% de mapeamento para os fornecedores desse bioma.

Desde 2014 a Companhia elabora seu inventário de emissões de GEE como instrumento gerencial que norteia as melhorias nos sistemas ambientais e de eficiência energética. Os investimentos, somados às melhorias no tratamento de efluentes, proporcionaram diminuição significativa das emissões de GEE em 2019, de 41% na comparação com o ano anterior, considerando os gases regulados pelo Protocolo de Kyoto e todas as unidades da Companhia. Levando em conta apenas as unidades localizadas no Brasil, a redução foi de 61% na mesma comparação, também referente aos gases regulados pelo Protocolo de Kyoto.

Em 2019, ao aderir ao Programa Brasileiro GHG Protocol, a Minerva Foods passou a divulgar seus inventários da Divisão Brasil no RPE pertencente ao programa. Já estão disponíveis para acesso dos stakeholders os inventários dos anos de 2017 e 2018 e a Companhia também já realizou a adesão ao programa para divulgação do inventário de 2019. Além desses, também serão inclusos no RPE os inventários dos anos de 2015 e 2016.

Confira, no Anexo GRI, os indicadores ambientais da Companhia.