Gestão de risco e Governança Corporativa
GRI 102-18

Atuando em um negócio simultaneamente tradicional e diversificado, a Companhia e suas controladas estão expostas a diversos tipos de riscos, desde financeiros a socioambientais. Para lidar com isso, desenvolveu-se uma cultura de tomada de decisões baseada em informações consistentes, adotando ferramentas e políticas internas para monitorar diariamente dados que embasam sua estratégia, bem como corrigir eventuais problemas.

No âmbito do risco financeiro, a Companhia conta com procedimentos pautados na Gestão de Riscos Financeiros, aprovada por sua Alta Gestão, e com a atuação do Comitê de Riscos, que trabalha para identificar, avaliar, mitigar e monitorar tais situações. Cabe a ele auxiliar a Diretoria e o Conselho de Administração na implementação de ações mitigatórias dos fatores de risco, que passam por análises constantes. A Companhia conta ainda com a ferramenta de gerenciamento denominada Beef Desk, uma mesa de inteligência de mercado, essencial para as tomadas de decisão.

Outras dimensões de risco, como o ambiental e o operacional, são tratadas por uma série de políticas e procedimentos internos. Aprovados por cada negócio, tais documentos buscam descrever os procedimentos que devem ser adotados pelos colaboradores da Companhia, mapeando possíveis riscos aos quais estejam expostas.

A Companhia se fundamenta nos princípios fundamentais da Governança Corporativa: transparência, equidade, prestação de contas (accountability) e responsabilidade corporativa.

Minerva Day 2018, São Paulo

A Companhia está alinhada às regras do Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), e guia suas ações pelas normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Essas diretrizes integram um modelo matricial de gestão, que torna os processos internos mais dinâmicos e confere maior agilidade e eficiência na resposta às demandas do mercado.

Como integrante do segmento da B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) da Bolsa de Valores de São Paulo, a Companhia compromete-se com padrões rigorosos de divulgação de informações sobre suas diretrizes: apresenta trimestralmente os resultados de suas operações e promove encontros públicos anuais com analistas e outros interessados para compartilhar o desempenho econômico-financeiro, projetos e perspectivas.

No centro da estrutura de governança da Companhia está o Conselho de Administração, alinhado à Auditoria. Em 2018, o órgão passou por mudança em sua Presidência, com a saída do Sr. Edivar Vilela de Queiroz e a posse do Sr. Ibar Vilela de Queiroz, e em sua Vice-Presidência, assumida por Frederico Alcântara de Queiroz.

Ao Conselho de Administração respondem as duas Diretorias Executivas, Estatutária e Não Estatutária, que se reportam diretamente ao CEO. Elas encarregam-se de coordenar, administrar, dirigir e supervisionar atribuições executivas e administrativas, com o intuito de garantir a existência de mecanismos de controles internos que assegurem a eficiência operacional, o gerenciamento adequado das atividades e dos negócios, bem como o reporte assertivo das informações que impactam diretamente as demonstrações financeiras.

Além do Comitê de Riscos, a estrutura de governança conta com o Comitê de Ética e Integridade, na definição de tratativas relacionadas a conflitos éticos. Ele atua como órgão permanente de caráter consultivo para assessorar o Conselho de Administração, no que concerne a riscos relativos à integridade e à reputação da Companhia.

Beef Desk

O Beef Desk funciona como uma mesa de trading de commodities, com o objetivo de proporcionar agilidade e assertividade nas tomadas de decisões. Coordenado pela área de Inteligência de Mercado, reúne diariamente gestores de diversas instâncias – Comercial, Planejamento e Produção, Compra de Gado, Tesouraria, Trading e Risco de Mercado –para troca de informações e decisões estratégicas com base na leitura das forças de mercado e potencial reflexo nas curvas de preços de insumos e produtos finais, balizando a estratégia de operação no curto prazo. Vários recursos são utilizados com o intuito de mitigar o risco da volatilidade de preços, assim como maximizar as margens.

A Companhia também realiza reuniões semanais – Choice Meeting e Pricing – para definir o direcionamento de cortes bovinos, a partir da rentabilidade de cada mercado, com base na análise de aspectos como custos de mão de obra, fretes e tributos.