Desempenho ambiental

GRI 103-2, GRI 103-3

Em 2018, a equipe ambiental da Companhia foi reestruturada com posições e funções estratégicas, a fim de executar projetos interdisciplinares e proporcionar melhor monitoramento dos processos e controles ambientais.

Por meio do Sistema de Gestão Ambiental (SGA), a Companhia realiza controles documentados, com o apoio do SGI, o que permite a padronização dos processos nas plantas industriais do Brasil. Para as plantas recentemente adquiridas na Argentina, Paraguai e Uruguai, essa padronização foi iniciada. Os documentos publicados ficam disponíveis para consulta no sistema Fluig, plataforma personalizada que propicia aos colaboradores acesso a regulamentos, procedimentos e políticas internas.

A Companhia atende aos requisitos legais aplicáveis às suas atividades, por meio de instrumentos de gerenciamento adequado de resíduos sólidos, efluentes líquidos e emissões atmosféricas, em todas as unidades. Para a gestão operacional, os supervisores utilizam o Diário de Bordo, em conjunto com o gerenciador de ações, compilando todos os dados para unificar o monitoramento e o controle da operação. Além de todo esse controle, são realizadas conferências semanais com as unidades, para discussão e relato dos processos e indicadores ambientais.

Água

GRI 303-1, GRI 303-2, GRI 303,3

A água é um recurso precioso e finito, que deve ser usado e gerenciado de maneira responsável, da matéria prima ao produto acabado. Os procedimentos operacionais da Companhia dependem, em grande medida, de disponibilidade de água, insumo que assegura os padrões sanitários dos processos e dos produtos, além da higienização das áreas, equipamentos e utensílios. Trata- se, portanto, de um insumo transversal a todas as outras ações.

A maioria das unidades da Companhia é abastecida por águas superficiais que, antes do uso industrial, passam por estações de tratamento. A gestão do consumo de água é feita por diretrizes corporativas e metas de redução, visando ao uso consciente do recurso e abrangendo todo o ciclo da água. Em 2018, a Companhia estabeleceu uma meta de redução de 5% em relação ao ano anterior.

O consumo hídrico é monitorado e gerenciado diariamente pelos supervisores de meio ambiente, através de medições em hidrômetros calibrados, cujos dados são reportados aos gestores das fábricas e da área corporativa. Esse procedimento garante uma integração entre as áreas, visando ao uso racional do recurso. Na plataforma de gerenciamento, o monitoramento ambiental fica documentado.

Em 2018, como forma de prevenir vazamentos e adotar equipamentos modernos de gerenciamento de recursos hídricos, a Companhia promoveu a troca e/ou instalação de bicos redutores de pressão, especialmente nas áreas de barreiras sanitárias e pias em geral das unidades industriais. Outra medida de utilização racional é o reuso da água (oriunda de degelo das câmaras de refrigeração, das chuvas, da retrolavagem das estações de tratamento de água, entre outras origens). No último ano teve destaque a implantação do reuso de água de degelo na unidade industrial de Janaúba (MG). Em busca de maneiras de estabelecer um consumo hídrico mais eficiente e consciente, a Companhia também investe no engajamento dos colaboradores, comunidade e cadeia de valor, por meio de treinamentos e campanhas de conscientização.

Dia Mundial da Água
Para celebrar a data, foram desenvolvidas atividades voltadas ao incentivo do uso racional da água, conscientizando os colaboradores sobre a importância do recurso hídrico para a sobrevivência e o bem-estar humanos. Foram ministradas palestras, abordando temas como o ciclo da água e o consumo hídrico mundial, nacional e da unidade. Houve ainda apresentações de projetos feitos pela Companhia na área, como reuso de águas residuárias, por meio de exposição de fotos, diálogos e dinâmicas.

Dia da Árvore
Em comemoração ao Dia da Árvore, em 2018 a Companhia realizou ações para incentivar o plantio e conscientizar os colaboradores e a comunidade sobre a preservação das árvores e da natureza, para a sobrevivência e o bem-estar de todos. Foram divulgados materiais informativos e realizadas ações na comunidade, com a adesão de escolas, ONGs, órgãos ambientais, prefeituras e câmaras municipais.

Entre as atividades realizadas, teve destaque a entrega e o plantio de mudas nativas, bem como a adequação de área natural de possíveis locais degradados, visando à preservação de nascentes e à instalação de sistemas de distribuição de água via energia solar.

Dia Mundial do Meio Ambiente
O evento em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente de 2018 adotou o tema Vá de Bike. Nele, foi realizada a divulgação de material informativo, palestras com profissionais da área de meio ambiente, visitas de estudantes às unidades industriais para conhecer os processos ambientais e de reciclagem da Companhia, plantio de mudas e concursos, entre outras atividades.

Resíduos

GRI 306-2, GRI 306-4

O Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos Industriais (PGRSI) é o documento responsável por garantir o manejo ambientalmente adequado dos resíduos gerados pela Companhia, proporcionando a destinação específica exigida por cada categoria, após a separação entre os materiais que podem ser reaproveitados e aqueles que devem ser eliminados ou descontaminados. A gestão de resíduos das unidades operacionais é realizada por meio do registro em documentos, como o Manifesto de Transporte de Resíduos, o check-list do caminhão que faz o transporte, nota fiscal, certificado de destinação e licenças das empresas coletoras, locais de destino, entre outros.

Nas unidades do Brasil, os resíduos reciclados são vendidos a empresas especializadas, enquanto os não reciclados são enviados para aterro sanitário licenciado. Nas unidades da Argentina, foi determinado que os resíduos sejam temporariamente armazenados na planta e posteriormente removidos pelo fornecedor do tratamento, que se responsabiliza pelo descarte, recuperação ou reciclagem, de acordo com as características de cada resíduo. Nas operações da Colômbia, os resíduos são recolhidos, transportados e dispostos por empresas externas legalmente capacitadas e autorizadas.

Em 2018, a companhia descartou 2.810,20 toneladas de resíduos. O principal material descartado foi papel e papelão.

Efluentes

GRI 306-1

Os efluentes líquidos gerados nas operações da Companhia passam por tratamentos físico-químicos e biológicos, sendo monitorados por amostragem, o que permite verificar a eficácia do sistema e identificar pontos de melhoria. Passando por tratamento primário e condução posterior para lagoas de estabilização, sua qualidade deve atender ao que é recomendado pela legislação vigente, e os indicadores de monitoramento da IFC. Nas unidades do Brasil, são realizadas mensalmente análises para monitoramento da eficiência do sistema. Todas as unidades possuem Estações de Tratamento de Efluentes, com sistemas primários e secundários.

O gerenciamento desse tema resultou, em 2018, em um cumprimento satisfatório das metas pelas equipes locais, com uma redução de 3,32% na geração de efluentes nas unidades do Brasil. Nesse mesmo ano, a Companhia investiu em melhorias nas estações de tratamento das unidades de Barretos (SP) e Rolim de Moura (RO), com perspectivas, para os próximos dois anos, de melhorias nos sistemas das outras unidades industriais.

Mudanças climáticas

GRI 201-2, GRI 305-1, GRI 305-2

Em relação às mudanças climáticas, a Companhia identifica riscos de impactos diretos, que podem afetar seus custos e a continuidade dos negócios, e indiretos, atingindo a cadeia produtiva. Entre os primeiros, está, por exemplo, o aumento do custo operacional em decorrência de escassez de água e da redução da oferta de gado. Já na cadeia, pode-se identificar uma potencial retirada de fornecedores dos negócios agropecuários. Dessa forma, a Companhia realiza o monitoramento, por meio de um sistema, de fornecedores que atuem em áreas desmatadas no bioma da Amazônia ou constantes da lista de áreas embargadas do Ibama. Ao longo dos anos, a Companhia monitorou de forma privada mais de 8 milhões de hectares do bioma amazônico, gerando o bloqueio de mais de 2.000 fornecedores diretos por descumprimento dos critérios de sustentabilidade adotados. Através dessa iniciativa, a Companhia garante a integridade de sua atuação com o gerenciamento sustentável de sua cadeia de fornecimento.

Assim, interessada em mitigar esses riscos, a Companhia procura aperfeiçoar sua gestão, por meio de pesquisas e análises do setor e da cadeia, além de promover boas práticas. São essenciais o monitoramento do consumo de recursos em suas operações diretas, bem como o estabelecimento de ações internas, a exemplo da elaboração do Inventário de Gases de Efeito Estufa, publicado a cada dois anos. Há ainda ações especificamente voltadas à cadeia, como o Falando de Pecuária e a divulgação de e-mails informativos, com dados de clima e orientações para uma melhor gestão do negócio.

Uma importante iniciativa de prevenção de impactos foi o desenvolvimento do Sistema Online de Gestão Integrada (SOGI), que compila todas as legislações referentes a meio ambiente e a saúde e segurança, a partir do qual é possível criar planos de ação para garantir seu cumprimento. Em 2018, a Companhia realizou uma auditoria interna nas operações localizadas no Brasil, com o intuito de averiguar a execução dos planos e o cumprimento dos requisitos legais. No mesmo, a operação do Brasil emitiu 290.919,455 CO²eq (Escopo 1) e 13.246,094 CO²eq (Escopo 2), já as emissões consolidadas de todas as unidades da companhia foi 340.413,47 CO²eq (Escopo 1) e 16.514,82 CO²eq (Escopo 2).

Energia

GRI 302-1

Como principal insumo consumido por suas atividades, após o boi, a energia elétrica é um recurso que recebe grande atenção por parte da Companhia. A gestão energética fica a cargo da área de Engenharia, sendo conduzida pelas próprias unidades industriais, cujos gestores fornecem diariamente à área dados sobre seu consumo.

Interessada em elevar a eficiência energética – inclusive considerando que o consumo de energia interfere em indicadores fundamentais da atividade, como o valor do quilo do produto desossado –, a Companhia mantém metas de redução de consumo e investimentos em energia renovável e eficiência energética, buscando elevar essa eficiência, o que contribui para a diminuição das emissões de gases efeito estufa.

A maior parte das ações de eficiência energética empreendidas está relacionada à cadeia de frio (preservação das condições de refrigeração na concepção, armazenamento e transporte do produto), indispensável às atividades.

Uma das ações de destaque, em 2018, foi a elaboração das curvas ideais de consumo de energia elétrica das fábricas, com base no benchmark interno, o que possibilita a identificação dos desvios e a concepção de ações de redução do consumo de energia elétrica em quilowatt-hora por tonelada de produto acabado (kWh/TPA). Esse aperfeiçoamento do controle suscitou novas ações operacionais e procedimentos de eficiência energética e qualidade do produto. Interessada em fazer avançar o controle e a gestão sobre os custos de energia, desde 2016 a Companhia mantém uma área de negócios específica – a Minerva Comercializadora de Energia – que se encarrega de identificar oportunidades de redução de gastos e mitigação de riscos relevantes, concernentes ao mercado de energia elétrica, trazendo rentabilidade e uso eficiente do insumo, além de negociar a energia de fontes renováveis. Por meio dela, as unidades fabris do Brasil1 têm realizado a compra de energia no mercado livre, conforme a previsão de produção anual, o que proporcionou redução de custos e aumento da rentabilidade da Companhia.

(1) Exceto a de Goianésia (GO)